Érik de Paula Carvalho

Saiu no Novo Jornal

Nevgando pela internet, que hoje em dia ninguém vive sem (lembremos o espisódio que deixou, por mais de 24 horas, os muriaeenses sem navegar. Que isolamento que não foi! Ficamos como se tivéssemos mil anos atrás do restante do país), tive acesso a um texto que só me fez reforçar uma teoria que eu desconfiava, mas não tinha como prová-la: "OU O POVO DE MURIAÉ ESTÁ DORMINDO, OU FECHA OS OLHOS PARA O QUE ACONTECE, OU AINDA: TODO MUNDO GANHA MUITO BEM E ESTÁ COM A VIDA GANHA QUE NÃO SE FAZ NECESSÁRIO REIVINDICAR SEUS DIREITOS???"

O tal texto o qual me refiro, e que me deixou profundamente indignado e com vergonha, foi publicado em um site de nome “Novo Jornal” (www.novojornal.com) e se referia a Muriaé com o título: "Muriaé: inicia desmonte da “Gangue dos Castros”(Clique no link para ler mais sobre o assunto, ou copie e cole no seu navegador: http://www.novojornal.com/politica/noticia/muriae-inicia-se-o-desmonte-da-gangue-dos-castros-21-12-2009.html). Curioso, claro, como todo bom brasileiro, cliquei no referido link e me deparei com informações que deram sustentação à minha teoria.

Muriaé vive um período de coronelismo que só temos notícias no século XIX! E hipócrita, porque todo mundo sabe que isso acontece, mas não faz nada para mudar essa realidade.

Bem, comecemos definindo coronelismo: “um sistema de poder político que imperou na época da República Velha por volta dos anos de 1889 a 1930, caracterizado pelo enorme poder concentrado em mãos de um poderoso local, geralmente um grande proprietário, um dono de latifúndio, um fazendeiro ou um senhor de engenho próspero”.

Agora, fala a verdade: essa situação de quase oito décadas passadas é diferente de Muriaé hoje? O nome talvez. Mas nada diferente ao que vivemos hoje em pleno século XXI. Quem aqui nessa cidade, que possui o poder em mãos, faz alguma coisa sem pedir a benção? Alguém?

Bem, no texto que li (link acima) estão dizendo que estamos tendo uma esperança e que duas autoridades, percebendo como funciona a “Gangue” (nome definido pelo autor) passaram a agir e colocar os pingos nos “is”. O resultado: “quase uma dezena de ações Civil Pública já foi ajuizada, além de diversas investigações em andamento, que comprovam as práticas criminosas desenvolvidas pelo grupo”. Mas até quando? Será que a Justiça vai falar mais alto? Quando Muriaé vai acordar e o povo vai pedir JUSTIÇA. Não queremos nada além de respeito. Essa é a palavra. Respeito com o povo, repeito com a cidade, com a história de Muriaé.

Érik de Paula Carvalho é cientista social, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Pós-graduando em Comunicaçao Empresarial. Para entrar em contato, envie um email para erik@muriaenaweb.com.br

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